O FGTS Futuro é uma inovação que promete facilitar a aquisição da casa própria. Desde abril de 2024, essa modalidade permite aos trabalhadores utilizar os valores que ainda serão depositados no fundo pelos empregadores. Isso pode aumentar a capacidade de financiamento no momento de adquirir um imóvel, representando uma oportunidade significativa para quem pretende conquistar a casa própria.
Ao aproveitar os recursos futuros do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), a composição da renda para o contrato de financiamento fica mais robusta, permitindo condições melhores de crédito. Neste post, vamos explicar o funcionamento do FGTS Futuro, quem pode utilizá-lo, e explorar as vantagens e desvantagens dessa opção.
O que é o FGTS Futuro?

O FGTS Futuro é uma modalidade do FGTS criada para ser utilizada em financiamentos imobiliários, especialmente no programa Minha Casa, Minha Vida. Com ele, é possível comprometer até 120 depósitos futuros do FGTS para incrementar o valor do financiamento. Na prática, ao utilizar o FGTS Futuro, o trabalhador aumenta seu poder de compra ao permitir que futuras contribuições do seu FGTS sirvam para abater parte das prestações do financiamento.
É importante entender que o FGTS Futuro é uma realidade apenas para quem ainda não contratou um financiamento imobiliário. Ele é voltado para novos contratos de crédito habitacional e é exclusivo para trabalhadores formais com renda definida dentro da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao optar pelo FGTS Futuro, o comprador do imóvel deve fazer a autorização via aplicativo do FGTS.
A utilização do FGTS Futuro implica planejamento a longo prazo. Durante os primeiros meses do contrato, as prestações podem ser reduzidas ou manterem-se menores do que seriam sem essa ajuda. Por outro lado, é necessário ter consciência do bloqueio sobre o saldo futuro do FGTS durante o período do contrato, o que pode trazer limitações quanto ao uso de saques tradicionais ou do Saque-Aniversário.
Quem pode usar o FGTS Futuro?
O FGTS Futuro é acessível a trabalhadores formais com carteira assinada que possuem renda até R$ 2.640 e desejam financiar um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida. Esse grupo se enquadra na faixa 1 do programa, que busca facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. Para usufruir dessa modalidade, é preciso autorizar o uso do FGTS Futuro através do aplicativo oficial do FGTS, disponibilizado pela Caixa Econômica Federal.
Este recurso não se aplica retroativamente, ou seja, apenas novos contratos podem integrar o FGTS Futuro como parte de sua estrutura de pagamento. Aqueles que já estão pagando um financiamento imobiliário utilizaram apenas os saldos acumulados até o momento. Ao invés disso, a novidade do FGTS Futuro está precisamente na inovação de contemplar os depósitos futuros para facilitar a aquisição de imóveis.
Para que o FGTS Futuro funcione, faz-se necessária a comunicação do uso da modalidade ao banco responsável pelo financiamento. Este é o passo fundamental após a autorização no app, pois o banco é quem efetua a retenção dos depósitos no fundo e direciona os valores para o abatimento das parcelas do imóvel.
Como funciona o FGTS Futuro na prática?
Para compreender o funcionamento do FGTS Futuro, imagine uma família com renda mensal bruta de R$ 2.000. Todos os meses, cerca de R$ 160 são depositados na conta do FGTS do trabalhador, correspondendo a 8% do rendimento. Se aprovada para um financiamento imobiliário com comprometimento de até 22% da renda, essa família pode financiar aproximadamente R$ 100 mil, com prestações mensais de R$ 440.
No entanto, ao utilizar o FGTS Futuro, o valor do financiamento poderia se estender para cerca de R$ 108 mil, reduzindo as prestações mensais durante um período definido, como ajustado em contrato. Isso demonstra como o FGTS Futuro se apresenta como uma ferramenta poderosa para maximizar a capacidade financeira da família ao adquirir um imóvel.
Importante notar que o FGTS Futuro também altera a dinâmica dos pagamentos caso a pessoa financiada perca o emprego. Neste cenário, os depósitos mensais ao FGTS, usados para abater parte da dívida, cessam após seis meses. A prestação completa passa a ser responsabilidade do comprador, o que pode aumentar seu valor significativamente se o FGTS Futuro estava originalmente sendo usado para cobrir parte dos custos mensais.